A propósito do “Dia do Músico Evangélico” 10/10/2008A propósito do “Dia do Músico Evangélico” Emerson Ricardo Pereira dos Reis
Nossa igreja comemora o “Dia do Músico Evangélico” no dia 20 de novembro. A data foi escolhida em homenagem ao maestro Rev. João Wilson Faustini, “pioneiro da música sacra evangélica no Brasil”, tendo em vista ser essa a sua data natalícia (informação extraída da Agenda 2008 da IPI do Brasil).
Aproveitando a proximidade dessa data comemorativa, apresentamos aqui algumas breves orientações aos músicos de nossa igreja:
1) A música é um valioso instrumento para a elevação de nossa adoração a Deus em comunidade. Todavia, é necessário cuidar para que ela não ocupe o lugar de centralidade que pertence à Palavra e ao Sacramento no culto reformado;
2) A música no culto é uma forma de oração, seja ela cantada ou tocada. Por esse motivo, deve ser resultado de um coração humilde, sincero e dedicado a Deus;
3) A música, para ter lugar na liturgia cristã, precisa estar de acordo com a Bíblia. É sempre necessário confrontar os hinos e os cânticos com a Palavra de Deus;
4) A música, para ter lugar no culto reformado, precisa estar de acordo com as nossas doutrinas. Não podemos cantar doutrinas estranhas à nossa tradição;
5) A música do culto não deve ser escolhida apenas pelos músicos. É importante que o pastor ou a pastora da igreja supervisione esse trabalho, a fim de minimizar a possibilidade de escolhas inadequadas para a liturgia. É recomendável também ouvir antecipadamente a congregação para a escolha dos hinos e dos cânticos;
6) A música e os músicos não devem chamar atenção para si mesmos. O centro do culto é Deus e não o ser humano. Por isso, cuidado: com o volume dos instrumentos; com o lugar que os instrumentos ocuparão no templo; com o lugar que os músicos ocuparão no templo; com o tempo que a música ocupará no culto etc;
7) A música, na tradição reformada, tem importância principalmente pela letra. Que a melodia, que o volume do som, que a incorreta dicção não prejudiquem a compreensão da mensagem da letra;
8) A música, no culto cristão e presbiteriano, pertence à congregação e não a poucos privilegiados (sejam eles o coral, o grupo de jovens, entre outros). O povo deve ser incentivado a cantar;
9) Grupos de jovens, corais, quartetos, solistas entre outros podem cantar no culto, desde que não o façam em detrimento da participação da congregação;
10) A música tem de ser ensinada ao povo. Os membros da igreja precisam aprender a cantar corretamente os hinos e os cânticos. Nesta tarefa, os músicos cantores e instrumentistas são muito importantes. Grupos de jovens, corais e solistas devem ensinar o povo a cantar;
11) A música em nossas igrejas presbiterianas independentes deve ser, especialmente, aquela que procede do nosso hinário, o Cantai Todos os Povos. Precisamos valorizar o material de nossa denominação;
12) A música na igreja deve ser conduzida com fervor, com alegria, com reverência. Mais uma vez, os músicos, os grupos vocais, os dirigentes dos hinos e dos cânticos na liturgia, possuem aqui uma importante função de apoiar e sustentar o canto congregacional;
13) A música precisa constar entre as prioridades de investimento de nossas igrejas. É lamentável que haja tantas igrejas sem organistas, sem violonistas, sem coral, etc. Precisamos formar músicos em nossas comunidades;
14) A música também pode servir como proclamação da Palavra de Deus. Para isso, porém, é necessário verificar se, de fato, o hino, o cântico, a cantata, que desejamos utilizar para pregar a Palavra, correspondem fielmente ao Evangelho de Cristo;
15) A música surge dentro da história e da cultura, em contextos específicos. Assim, é natural que a música expresse o seu tempo e o seu lugar de origem. A música utilizada no culto do Brasil do século 21 será necessariamente diferente daquela de um outro país e de um outro século. Isto significa que devemos respeitar as diferenças culturais e estar abertos para o novo;
16) A música do passado, a herança que recebemos de nossos pais, nos une à igreja que nos antecedeu. Por exemplo, nós, presbiterianos, temos por herança o cântico dos Salmos. Não podemos abandonar ou esquecer o que herdamos;
17) A música deve se adequar aos diversos momentos litúrgicos diferentes dentro do culto. Um cântico ou hino que se canta no momento de confissão de pecados, provavelmente, não será adequado para o momento do ofertório, por exemplo;
18) A música, de igual modo, deve se adequar aos tempos diversos dentro do Ano Cristão. Um cântico ou hino que se canta no Natal, provavelmente, não será adequado na Páscoa. E assim por diante;
19) A música que cantamos na igreja é para Deus. Portanto, precisa ser a melhor possível! Nada de improvisos no culto. Os músicos devem preparar e ensaiar os hinos e cânticos que serão entoados na liturgia;
20) A música deve estar de acordo com a vida. De nada valerá cantar bonito na igreja se, na liturgia da vida, a música destoar! A nossa vida precisa encarnar aquilo que cantamos. A nossa vida precisa ser uma melodia agradável a Deus!
A todos os músicos da IPI do Brasil, os nossos sinceros parabéns! Deus continue a abençoar o importante ministério que realizam em nossas comunidades! O Rev. Emerson é o secretário de Música e Liturgia da IPI do Brasil

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